Meu Livro

Lancei meu primeiro livro (não acadêmico). Ele está disponível pela Leanpub.

Ele está disponível nos formatos PDF, MOBI e EPUB. Você pode baixá-lo gratuitamente através do site abaixo.

Consistência 19 textos que eu deveria ter lido 19 anos atrás ISBN: 978-65-00-02314-5

Durante os próximos dias você conseguirá obtê-lo gratuitamente na versão ebook nos formatos PDF, MOBI e EPUB.

Clique aqui para conseguir o livro grátis.

É melhor baixar do site da editora pois sempre que eu fizer alguma atualização você será notificado e poderá baixar a versão atualizada.Vou colocar um pequeno tutorial de como você pode baixar o livro.

Como baixar o livro do site

  1. Acesse o site do livro por este link (ou no link acima): http://leanpub.com/consistencia/c/GRATIS. Você verá que o preço está zerado. Clique no botão azul.

  1. Clique novamente no botão azul “Continue to checkout”.

  1. Digite seu email e clique em “Continue”

  1. Ligue essa primeira caixinha porque sempre que eu lançar uma nova versão você será notificado!

  1. Só rolar a página e baixar o livro no formato PDF. Ele também será enviado ao seu email.

Aproveite a leitura :)

As mídias sociais estão quebradas e implodindo

O título desse post foi retirado do artigo escrito por Annalee Newitz no jornal americano The New York Times intitulado “A Better Internet Is Waiting for Us” (“Uma internet melhor está esperando por nós”). Para a autora as redes sociais envenenam nossa comunicação e ao mesmo tempo minam o processo democrático. Muito se fala em regulações e formas de consertar as redes mas estas estão implodindo. Leia aqui se quiser (em inglês).

O ciclo de nascimento, amadurecimento, envelhecimento e inevitavelmente morte parece também ser uma realidade para as redes sociais. E parece que nem mesmo uma adaptação parece salvar esse processo. Muitos aqui se lembram do Orkut que, que durou dez anos e acabou sendo desativada em 30 de setembro de 2014. Fez muito sucesso no Brasil e até hoje muitos sentem falta das comunidades.

Mas, falando das redes no sentido lato o problema é a grande quantidade de dados privados que as estas conseguem a partir dos relacionamentos que você constrói, as pessoas com quem mais conversa, etc. Então, não basta o aplicativo ter criptografia, por exemplo, nas trocas de mensagens que você realiza. O problema que é possível desenhar sua rede de relacionamentos, pessoas com quem lida diariamente e desenhar o seu perfil. Soma-se a isso as o cruzamento de dados existente, por exemplo, a partir do número do seu telefone celular que é usado em mais de um aplicativo da mesma empresa.

Um outro ponto que a autora discute é a possível tendência/solução da “slow media” ou mídia lenta onde, por exemplo, algo que você postar não será imediatamente publicado mas sim algum tempo depois. A ideia seria construir uma experiência diferente nas redes. Isso daria tempo, por exemplo, para curadores e revisores humanos a olharem o que está para ser publicado e não deixar tudo por conta dos algoritmos.

Algo para se pensar:

“Isso porque na vida real, temos mais controle sobre quem entrará em nossas vidas particulares e quem aprenderá detalhes íntimos sobre nós. Buscamos informações, em vez de colocá-las em nossos rostos sem contexto ou consentimento. Lentamente, a mídia com curadoria humana refletiria melhor como a comunicação pessoal funciona em uma sociedade democrática em funcionamento. “ Annalee Newitz

Eu acredito que nos próximos anos mudanças ocorrerão no funcionamento das redes e nossa ligação e interação com elas. Talvez um retorno gradativo à privacidade e mais opções de limitação do que pode e não pode ser compartilhado. O problema é que não é simplesmente você escolher não divulgar certa informação. O problema é a informação não explícita que as redes fazem uso. Seu perfil é construído a cada interação nas redes, não é anônimo, e focado no consumo. E hoje está difícil desligar essa vigilância.

6 Dicas Rápidas de Produtividade com o Microsoft To-Do

Na semana passada eu publiquei um vídeo explicando conceitos básicos de GTD (Getting Things Done) e depois discutindo a aplicação prática disso com o Microsoft To-Do.

O Lucas, que já é usuário de longa data de sistemas de produtividade, melhorou ainda mais essa discussão e publicou um vídeo muito bacana com outras dicas rápidas de produtividade que ele já utiliza há bastante tempo.

São elas:

  1. Agrupamento de projetos

  2. Uso de tags

  3. Listas inteligentes

  4. Notificações

  5. Fixar no iniciar

  6. Temas personalizados

O vídeo é bem prático e o Lucas, também professor, é bastante didático:

Se você tiver algum comentário você pode acessar o vídeo diretamente no youtube e postar lá. Como eu comentei esses dias estamos bolando um sistema de comentários aqui para o site. Bom sábado a todos :)

Ciência e Sabedoria

Aproveitando a temática dessa semana nas postagens, me lembrei de um texto do escritor ituiutabano José Moreira Filho que reproduzo abaixo. O bacana foi que bastou um email e ele me retornou com o texto rapidamente. (acho que o fato dele ser meu pai facilitou um pouco :) ).

A propósito, estou estudando a melhor forma de colocar comentários aqui no site. Dei uma olhada no Hypothes.is e algumas outras soluções. Como o site não é Wordpress é preciso procurar mais um pouco. No passado usei o Disqus mas quero algo mais simples, seguindo a proposta minimalista do site. Até lá, quem quiser continuar o papo, só me mandar um email.

Deixo como destaque:

Assim sendo, o que é? Responde-me a informação. O que posso fazer? Responde-me a ciência. E o que devo fazer? Responde-me a sabedoria. José Moreira Filho

Ciência e Sabedoria

Eu me preocupo muito com a relação existente entre ciência e sabedoria. Não que vou ser beneficiado ou vítima do descontrole dessa interação, até porque os resultados são lentos e provavelmente não viverei para senti-los. Mas penso nos que virão, e por aproximação nos filhos e netos. Esse meu raciocínio se justifica pelo avanço vertiginoso da ciência nem sempre acompanhado por um controle sábio, que pese sempre as consequências desses avanços. Motivou-me essa crônica, um texto que li sobre Stephen Hawking, um dos cientistas mais brilhantes dos últimos tempos, falecido em março de 2018, e que demonstrava preocupação com a chamada inteligência artificial, o que ele chama de ameaça “interna”. Segundo ele se não controlada será mais perigosa do que qualquer imaginável ameaça vinda do espaço, de outro planeta ou galáxia. Nesse seguimento já sabemos, por exemplo, que já se cria vida em laboratório. Mas que tipo de vida? E a centelha Divina, não existe? Como fica a essência do procedimento? Cria-se também um espírito?

A esse respeito vale lembrar o poema A Rocha de T.S.Eliot que diz: “invenções sem fim, experimentos sem fim, nos faz conhecer o movimento, mas não a quietude, conhecimento da palavra, mas não do silêncio, das palavras, mas não da Palavra”. E continua: “Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?” Ainda é bom lembrar-nos que existe diferença entre informação, conhecimento e sabedoria. A informação nos proporciona dados e é encontrada com muita facilidade, basta acessar a Web, embora careça de confiabilidade, no que o conhecimento pode ajudar, pois é daí que surge a ciência. Combinando-se informações e checando sua veracidade, posso descobrir para que serve aquilo que a informação me disse o que é. Então entendo o que posso fazer com o conhecimento. Mas paro por aí, pois só a sabedoria vai me dizer o que devo fazer. A propósito existe um sem número de coisas que só conheço através da sabedoria. Por exemplo, qual o sentido da minha vida? O meu passar por esse mundo tem valido a pena? O que existirá após o apagar dos meus olhos? Vemos assim que a sabedoria é muito mais importante. É ela que dá a razão saudável para a minha ação. Um eminente médico, com “n” dados de informações, dono de vasto conhecimento científico pode usar tudo isso para praticar o mal, se não for sábio, ou para realizar o bem, se embasado pela sabedoria.

Assim sendo, o que é? Responde-me a informação. O que posso fazer? Responde-me a ciência. E o que devo fazer? Responde-me a sabedoria.

Outra preocupação minha com essa questão é em relação à quantidade de informações que a sociedade contemporânea nos obriga a guardar. Só números, dependendo da pessoa são, no mínimo, dez. RG, CPF, TELEFONE, CELULAR, CEP, ENDEREÇOS, MASP, OAB, CONTA BANCÁRIA, CARTÕES DE CRÉDITO etc.

O pior é que estamos obrigando nossas crianças, ainda na tenra idade, a se responsabilizar cada vez mais por informações em detrimento do verdadeiro conhecimento e, principalmente, em detrimento da substancial sabedoria.

José Moreira Filho (moreira@baciotti.com) Acadêmico da ALAMI (Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba)

#Artigo

Ciência e Sabedoria

Aproveitando a temática dessa semana nas postagens, me lembrei de um texto do escritor ituiutabano José Moreira Filho que reproduzo abaixo. O bacana foi que bastou um email e ele me retornou com o texto rapidamente. (acho que o fato dele ser meu pai facilitou um pouco :) ).

A propósito, estou estudando a melhor forma de colocar comentários aqui no site. Dei uma olhada no Hypothes.is e algumas outras soluções. Como o site não é Wordpress é preciso procurar mais um pouco. No passado usei o Disqus mas quero algo mais simples, seguindo a proposta minimalista do site. Até lá, quem quiser continuar o papo, só me mandar um email.

Deixo como destaque:

Assim sendo, o que é? Responde-me a informação. O que posso fazer? Responde-me a ciência. E o que devo fazer? Responde-me a sabedoria. José Moreira Filho

Ciência e Sabedoria

Eu me preocupo muito com a relação existente entre ciência e sabedoria. Não que vou ser beneficiado ou vítima do descontrole dessa interação, até porque os resultados são lentos e provavelmente não viverei para senti-los. Mas penso nos que virão, e por aproximação nos filhos e netos. Esse meu raciocínio se justifica pelo avanço vertiginoso da ciência nem sempre acompanhado por um controle sábio, que pese sempre as consequências desses avanços. Motivou-me essa crônica, um texto que li sobre Stephen Hawking, um dos cientistas mais brilhantes dos últimos tempos, falecido em março de 2018, e que demonstrava preocupação com a chamada inteligência artificial, o que ele chama de ameaça “interna”. Segundo ele se não controlada será mais perigosa do que qualquer imaginável ameaça vinda do espaço, de outro planeta ou galáxia. Nesse seguimento já sabemos, por exemplo, que já se cria vida em laboratório. Mas que tipo de vida? E a centelha Divina, não existe? Como fica a essência do procedimento? Cria-se também um espírito?

A esse respeito vale lembrar o poema A Rocha de T.S.Eliot que diz: “invenções sem fim, experimentos sem fim, nos faz conhecer o movimento, mas não a quietude, conhecimento da palavra, mas não do silêncio, das palavras, mas não da Palavra”. E continua: “Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?” Ainda é bom lembrar-nos que existe diferença entre informação, conhecimento e sabedoria. A informação nos proporciona dados e é encontrada com muita facilidade, basta acessar a Web, embora careça de confiabilidade, no que o conhecimento pode ajudar, pois é daí que surge a ciência. Combinando-se informações e checando sua veracidade, posso descobrir para que serve aquilo que a informação me disse o que é. Então entendo o que posso fazer com o conhecimento. Mas paro por aí, pois só a sabedoria vai me dizer o que devo fazer. A propósito existe um sem número de coisas que só conheço através da sabedoria. Por exemplo, qual o sentido da minha vida? O meu passar por esse mundo tem valido a pena? O que existirá após o apagar dos meus olhos? Vemos assim que a sabedoria é muito mais importante. É ela que dá a razão saudável para a minha ação. Um eminente médico, com “n” dados de informações, dono de vasto conhecimento científico pode usar tudo isso para praticar o mal, se não for sábio, ou para realizar o bem, se embasado pela sabedoria.

Assim sendo, o que é? Responde-me a informação. O que posso fazer? Responde-me a ciência. E o que devo fazer? Responde-me a sabedoria.

Outra preocupação minha com essa questão é em relação à quantidade de informações que a sociedade contemporânea nos obriga a guardar. Só números, dependendo da pessoa são, no mínimo, dez. RG, CPF, TELEFONE, CELULAR, CEP, ENDEREÇOS, MASP, OAB, CONTA BANCÁRIA, CARTÕES DE CRÉDITO etc.

O pior é que estamos obrigando nossas crianças, ainda na tenra idade, a se responsabilizar cada vez mais por informações em detrimento do verdadeiro conhecimento e, principalmente, em detrimento da substancial sabedoria.

José Moreira Filho (moreira@baciotti.com) Acadêmico da ALAMI (Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba)

Sobre a sobrecarga de Informação

Originally published at https://baciotti.com on April 21, 2020.

Sobre a sobrecarga de Informação

Nessa semana escrevi sobre a Slow Web que tem relação com o excesso de informação que estamos expostos. Por coincidência, Scott Nesbitt esreveu um texto bem interessante no seu site Weekly Musings essa semana. Toda semana ele publica algumas reflexões sobre temas interessantes quase sempre relacionado à tecnologia, trabalho, software livre, etc . O texto original em inglês está aqui . Depois sê uma olhada no restante do site dele e acompanhe se gostar :)

Scott discute a questão da sobrecarga de informação a responsabilidade que temos sobre essa carga ao fazer a escolha do que ler e acompanhar (para Scott a falha está dentro das expectativas que criamos).

Receba as atualizações do site

Está gostando do que está lendo? Assine nossa newsletter para ser notificado sempre que um novo artigo for publicado no site. Você pode assinar para receber um email sempre que eu publicar algo novo. Sem propaganda, somente atualizações de postagens do site


Segue a tradução livre do texto completo:

Reflexões semanais 056

Bem-vindo a esta edição do Weekly Musings, onde cada semana eu compartilho algumas idéias sobre o que mais me chamou atenção nos últimos sete dias.

Durante a última semana, várias idéias para a reflexão desta semana foram realizadas em uma batalha real na minha cabeça. Foi uma disputa contundente entre conceitos concorrentes, e o que eu não esperava vencer era o último. Então aqui está.

Então, vamos à reflexão da semana desse tema:

Sobre sobrecarga de informações

Por que, apesar das pilhas de livros e links não lidos, continuamos à procura de mais para consumir? Scott Berkun

Sobrecarga de informação. Essa é uma frase que eu tenho ouvido por … bem, há muito, muito tempo.

E eu acho que é uma loucura. Sempre pensei isso e sempre pensarei a respeito.

Você pode facilmente evitar a sobrecarga de informações. Não é fácil. Isso pode fazer você se sentir vazio por um tempo. Mas no final, você sentirá menos estresse e estará melhor equipado para lidar com as informações que está recebendo.

Deixe-me explicar como evito a sobrecarga de informações.

A falha não está na informação

Ou até mesmo na quantidade de informações disponíveis. A falha está dentro de nós mesmos. Mais especificamente, dentro de nossas idéias e expectativas.

Esta citação, de um artigo do New York Times em que Steve Chen (um dos fundadores do YouTube) discutiu planos para o serviço de bookmarking social Delicious, faz muito sentido pra mim:

O Twitter vê algo como 200 milhões de tweets por dia, mas aposto que nem consigo ler 1.000 por dia. Há uma cascata de conteúdo que você está perdendo.

A questão é: você precisa pegar todas as gotas de água dessa cascata? Não, você não precisa.

Reserve um momento para pensar em todas as fontes de informação que você utiliza. Quanto dessa informação é duplicada? Provavelmente mais do que você imagina. Os jornais contam com os mesmos serviços de transmissão. Os sites de tecnologia usam os mesmos press releases, para artigos inteiros ou como base de artigos.

Isso é mais prevalente hoje em dia, com jornais e sites de notícias transferindo a equipe mais rapidamente do que eu perco meu cabelo. Por que dedicar um tempo para criar um artigo original quando você pode refazer um comunicado de imprensa? A propósito, eu não estou dizendo que é uma coisa boa de se fazer…

Pare de tentar absorver tanta informação

É simples assim. Mas de muitas maneiras também não o é.

Fazer esse tipo de seleção remonta ao que mencionei alguns parágrafos atrás sobre a duplicação das informações que você utiliza. Ele também se move para o território de quanta informação você não está recebendo e que está lá esperando por você.

Deixe-me dar alguns exemplos.

Conheço alguém que assina várias dezenas de feeds [RSS](](http://www.whatisrss.com/) de vários blogs, jornais, publicações e afins. A qualquer momento, ele tem mais de 1.000 itens não lidos em seu leitor de RSS). Não, isso não é uma ocorrência de vez em quando. É um estado regular. Esse número de mais de 1.000 é uma constante vermelha no topo de sua lista de feeds (Nota do tradutor: Os feeds citados pelo autor são as fontes de informação que você pode alimentar um serviço leitor de feeds, leia meu artigo sobre o Feedly para saber mais).

Não tem como ele ler todos eles. Ou mesmo uma fração deles.

Alguns anos atrás, eu estava em uma situação semelhante. Definitivamente não tão ruim quanto no meu exemplo anterior, mas ruim o suficiente para abrir meus olhos. Assinei cerca de 150 feeds RSS. Mas eu nem li um terço deles. Acabei marcando-os como lidos, mesmo que não tivesse lido os artigos ou postagens que eu esperava tão entusiasmadamente.

Se você tiver mais de 50 itens não lidos em um leitor de feeds ou vários meses, digamos, The Atlantic (Nota do tradutor: Está se referindo provavelmente a um jornal chamado The Atlantic), então adivinhe? Você nunca vai ler tudo isso, não importa o que digam suas melhores intenções e protestos. Vai continuar se acumulando.

Isso se tornará insuportável rapidamente.

Cortando

Este pode ser um processo longo e, para alguns, doloroso. Você começa examinando de de perto e de maneira crítica todas as fontes de informação nas quais está acessando agora. Em seguida, divida-os nesses quatro baldes:

  • O que você quer saber
  • O que você precisa saber
  • O que é bom saber
  • O que você não liga muito

Os dois primeiros baldes são os mais importantes. Descobri que 80% das informações coletadas se enquadram nos dois últimos baldes. O que isso significa? Você pode cortar confortavelmente até 80% (talvez mais) do que está absorvendo. Os outros dois não são tão importantes. O que quer que esteja nesses baldes, você pode despejar.

Em seguida, observe quanto tempo você gasta:

  • Lendo em profundidade
  • Passando os olhos
  • Ignorando

Provavelmente, você está gastando muito tempo fazendo os dois últimos. O que significa que toda essa informação que flui para você não vale nada. Você provavelmente está absorvendo apenas os pontos principais (se isso) e perdendo muita profundidade e análise. Profundidade e análise, que são essenciais para a compreensão (Nota do Tradutor: os grifos são meus).

Corte fora ou diminua tudo o que você apenas passa os olhos e ignora. Faça isso e você estará à frente do jogo.

Lembre-se de que o gargalo de informações que você está enfrentando não é causado apenas pelo tempo ou pelo processador entre seus ouvidos. É o quanto da informação que você está recebendo se encaixa nos baldes de quero conhecer e preciso conhecer. Depois de ter esses baldes, pense em como grande parte das informações que você reterá e quanto será útil. Ou muito disso fará parte de um repositório de conhecimento que é levemente interessante na melhor das hipóteses e ficará desatualizado em pouco tempo?

Em seguida, observe todas as maneiras pelas quais suas informações são duplicadas. Existe variação suficiente entre essas fontes para garantir sua manutenção? Existe algo que você recebe de uma fonte de forma consistente e que não recebe da outra? Nesse caso, concentre-se na fonte que oferece as informações de melhor qualidade.

Tomemos, por exemplo, notícias: tente focar em uma fonte de notícias locais e uma ou duas fontes de notícias nacionais e globais. Depois expanda para outras áreas. Antes que você perceba, você terá uma máquina de filtragem de informações enxuta e eficiente.

Isso não quer dizer que você não possa dar uma olhada em outras fontes de vez em quando para ter uma perspectiva diferente. Mas tente evitar se afogar na mesma informação.

Mas vou perder alguma coisa!

As chances são de que você já tenha perdido. Se você é como aquela pessoa que mencionei alguns parágrafos atrás, provavelmente já perdeu muito. Enquanto você dormia. Enquanto você estava no chuveiro. Enquanto você estava com seus amigos ou familiares. Enquanto você estava andando de ônibus ou trem. Como eu disse constantemente ao longo desta reflexão, não conseguirá alcançar tudo.

Como resultado da falta de algo (ou várias coisas), seu mundo acabou? Seu cérebro derreteu? Suas perspectivas pessoais e profissionais diminuíram? Seus amigos, familiares e colegas de trabalho recuaram de você com nojo e horror? Aposto que nada disso aconteceu.

Se você acha que está perdendo alguma coisa, então o que exatamente está perdendo? Provavelmente não é algo que muda a vida ou destrói a terra. Mais do que provável, é algo que é bastante trivial no esquema da sua existência. Não importa o que algumas pessoas digam, esse truque para o seu smartphone não mudará sua vida. Esse pequeno fato sobre a trigonometria do bilhar não fará de você sensação da festa.

Não estou dizendo que você deve se trancar em um casulo de silêncio e ignorância. Tente ser seletivo sobre o que você recebe e sobre a quantidade de informações que você recebe. Isso mudará sua vida. Para o melhor.

  • Scott Nesbitt

Image by Myriam Zilles from Pixabay

#Artigo

Consumo x Produção

Nos últimos dias durante a migração do meu antigo site para esse novo sistema minimalista de blogs tenho tido contato com boas ideias de muita gente interessante. A vantagem desse novo sistema é que existe uma espécie de vitrine com os artigos publicados pela comunidade e assim você tem contato com pensamentos interessantes de pessoas do mundo todo.

Contrariando o frenesi da internet de consumo rápido das redes sociais ávidas por novos conteúdos os blogs do passado ainda persistem, talvez um pouco mais underground, mas estão por aí. Pessoas comuns com ideias excelentes. Jack Cheng escreveu em 2012 sobre sua preocupação com isso e denominou de movimento “Slow Web” (em inglês). Ideia revisitada anos após, conforme exposto na nota no início do artigo, Cheng acredita que algo tão complexo e sistêmico (e ubíquo - nota minha) não possa ser resolvido com práticas solitárias de apenas um usuário. Apenas para ilustrar, um excerto do artigo dele:

“What is the Fast Web? It’s the out of control web. The oh my god there’s so much stuff and I can’t possibly keep up web. It’s the spend two dozen times a day checking web. The in one end out the other web. The web designed to appeal to the basest of our intellectual palettes, the salt, sugar and fat of online content web. It’s the scale hard and fast web”

Em tradução livre:

“O que é a Web rápida? É a web fora de controle. Oh, meu Deus, há tantas coisas e eu não posso me manter atualizado. É o tempo gasto duas dúzias de vezes por dia verificando a web. De um lado para o outro. A Web projetada para atrair as mais básicas de nossas paletas intelectuais, o sal, o açúcar e a gordura do conteúdo da Web. É a escala da Web difícil e rápida”

Quando tiver um tempo leia o artigo completo dele. É, 2012 não foi ontem não, já tem 8 anos.

Mas voltando ao tema dessa postagem, nessa semana me deparei com um post curto mas bem interessante de Kelly Vohs, chamada de Consumption Vs Production (em inglês). Como é curto, vou reproduzir abaixo:

“If you look at your time, do you spend most of it consuming or producing?

Let’s consider why that is important.

Production is the act of creating output, good, or service which has value to others.

Consumption is the act of satisfying one’s needs.

The decision is how you want to spend your time. Both are relatively easy today.

Satisfying your needs or creating something that may help others.

I won’t claim to be getting this right. Just something I’m thinking about…and trying to fix.”

Em tradução livre:

“Se você olha para o seu tempo, gasta a maior parte consumindo ou produzindo?

Vamos considerar por que isso é importante.

Produção é o ato de criar produtos, bens ou serviços que têm valor para os outros.

Consumo é o ato de satisfazer as necessidades de alguém.

A decisão é como você deseja gastar seu tempo. Ambos são relativamente fáceis hoje.

Satisfazer suas necessidades ou criar algo que possa ajudar outras pessoas.

Não pretendo fazer isso direito. Apenas algo em que estou pensando … e tentando consertar “.

Interessante que o consumo não é somente de bens tangíveis mas também de conhecimento e de informação.

Será que estamos na “corrida dos ratos” (adaptada à Internet o termo de Kyosaki) apenas acelerando o consumo de conteúdo cada dia mais e de fontes diversas ou também estamos produzindo?

E o que você produz pode ajudar outras pessoas? Hoje todos nós podemos a partir do celular produzir conteúdo (útil ou inútil) e também propagar muita coisa. As “fake news” e o próprio neologismo da “Pós Verdade”, palavra do ano de 2016 mostram isso.

Talvez seja hora de buscarmos a Slow Web e selecionar melhor o consumo e produção.

#Blog

Assine

Você pode receber as novidades do site de três maneiras:

## Email Você pode assinar para receber um email sempre que eu publicar algo novo. Sem propaganda, somente atualizações de postagens do site.

## Telegram Cadastre-se em nosso [Canal do Telegram](https://t.me/baciotti)

## RSS no Feedly Use o Feedly para acompanhar nosso site, só clicar no botão abaixo:

follow us in feedly

Não sabe o que é Feedly? Veja nosso tutorial sobre como usar aqui.

Ah, tem as minhas outras redes no menu Sobre acima.

:)

Consumo x Produção

Nos últimos dias durante a migração do meu antigo site para esse novo sistema minimalista de blogs tenho tido contato com boas ideias de muita gente interessante. A vantagem desse novo sistema é que existe uma espécie de vitrine com os artigos publicados pela comunidade e assim você tem contato com pensamentos interessantes de pessoas do mundo todo.

Contrariando o frenesi da internet de consumo rápido das redes sociais ávidas por novos conteúdos os blogs do passado ainda persistem, talvez um pouco mais underground, mas estão por aí. Pessoas comuns com ideias excelentes. Jack Cheng escreveu em 2012 sobre sua preocupação com isso e denominou de movimento “Slow Web” (em inglês). Ideia revisitada anos após, conforme exposto na nota no início do artigo, Cheng acredita que algo tão complexo e sistêmico (e ubíquo – nota minha) não possa ser resolvido com práticas solitárias de apenas um usuário. Apenas para ilustrar, um excerto do artigo dele:

“What is the Fast Web? It’s the out of control web. The oh my god there’s so much stuff and I can’t possibly keep up web. It’s the spend two dozen times a day checking web. The in one end out the other web. The web designed to appeal to the basest of our intellectual palettes, the salt, sugar and fat of online content web. It’s the scale hard and fast web”

Em tradução livre:

“O que é a Web rápida? É a web fora de controle. Oh, meu Deus, há tantas coisas e eu não posso me manter atualizado. É o tempo gasto duas dúzias de vezes por dia verificando a web. De um lado para o outro. A Web projetada para atrair as mais básicas de nossas paletas intelectuais, o sal, o açúcar e a gordura do conteúdo da Web. É a escala da Web difícil e rápida”

Quando tiver um tempo leia o artigo completo dele. É, 2012 não foi ontem não, já tem 8 anos.

Mas voltando ao tema dessa postagem, nessa semana me deparei com um post curto mas bem interessante de Kelly Vohs, chamada de Consumption Vs Production (em inglês). Como é curto, vou reproduzir abaixo:

“If you look at your time, do you spend most of it consuming or producing?

Let’s consider why that is important.

Production is the act of creating output, good, or service which has value to others.

Consumption is the act of satisfying one’s needs.

The decision is how you want to spend your time. Both are relatively easy today.

Satisfying your needs or creating something that may help others.

I won’t claim to be getting this right. Just something I’m thinking about…and trying to fix.”

Em tradução livre:

“Se você olha para o seu tempo, gasta a maior parte consumindo ou produzindo?

Vamos considerar por que isso é importante.

Produção é o ato de criar produtos, bens ou serviços que têm valor para os outros.

Consumo é o ato de satisfazer as necessidades de alguém.

A decisão é como você deseja gastar seu tempo. Ambos são relativamente fáceis hoje.

Satisfazer suas necessidades ou criar algo que possa ajudar outras pessoas.

Não pretendo fazer isso direito. Apenas algo em que estou pensando ... e tentando consertar “.

Interessante que o consumo não é somente de bens tangíveis mas também de conhecimento e de informação.

Será que estamos na “corrida dos ratos” (adaptada à Internet o termo de Kyosaki) apenas acelerando o consumo de conteúdo cada dia mais e de fontes diversas ou também estamos produzindo?

E o que você produz pode ajudar outras pessoas? Hoje todos nós podemos a partir do celular produzir conteúdo (útil ou inútil) e também propagar muita coisa. As “fake news” e o próprio neologismo da “Pós Verdade”, palavra do ano de 2016 mostram isso.

Talvez seja hora de buscarmos a Slow Web e selecionar melhor o consumo e produção.

Notas de leitura: Em busca de sentido (Viktor E. Frankl)

Durante minha vida li centenas de livros, porém nunca fiz questão em fazer anotações do que lia. Inspirado no trabalho de Derek Sivers que publicou suas notas sobre os livros lidos, a partir de agora vou publicar algumas observações e citações dos livros que ler. Não vou me preocupar em fazer notas de todos os livros daqui pra frente mas daqueles que de certa forma eu recomendaria muitos que outros pessoas também lessem.

Também não vou me restringir a livros técnicos ou de minha área de pesquisa no doutorado ou trabalho, mas sim todos os livros que ler e achar que poderão agregar também a outras pessoas. Não sei a frequência que postarei e se será útil para mais alguém, mas vou tentar sempre colocar aqui no site. Não se trata de um resumo ou resenha e sim minha observação pessoal. Espero que você aproveite :)

Dados do livro

Nome: Em busca de sentido De Viktor E. Frankl ISBN: 8532606261 140 páginas Nota do quanto você deveria ler esse livro (de 1 a 5): 4

O livro é bem interessante, retrata a vida do autor dentro de um campo de concentração. É uma leitura forte, focada na primeira parte na vivência do autor em um lugar que, segundo ele, as chances de vida eram de 1 em 28. Ele explora o sofrimento como elemento de transformação e em busca do sentido.

O confronto diário com as incerteza, morte, fome, desesperança sem uso de clichês ou lugares comuns. O autor não se autovitimiza mas faz uma abordagem analítica incitando a reflexão sobre sua própria existência. Ou seja, ele usa abordagem científica e não se trata de literatura “autoajuda”. O autor cita Dostoiévski, Spinoza e Nietzche em seu relato e faz analogias bem interessantes conversando com esses autores.

Algumas citações que tirei do livro:

“Nosso tempo era tomado por intermináveis discussões sobre a conveniência ou não de se comer aos poucos, ao longo do dia, a minguada ração de pão que, nos últimos tempos, era distribuída apenas uma vez. Havia dois grandes partidos. Uns eram a favor de se comer tudo de uma vez, assim que recebido. Isto teria duas vantagens: deste modo matava-se o pior da fome ao menos uma vez por dia, se bem que por pouco tempo, e em segundo lugar eliminava-se a possibilidade de roubo ou perda da ração por descuido.”

“A vontade de humor – a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada – constitui um truque útil para a arte de viver. A possibilidade de optar por viver a vida como uma arte, mesmo em pleno campo de concentração, é dada pelo fato de a vida ali ser muito rica em contrastes. E efeitos contrastantes, por sua vez, pressupõem certa relatividade de todo sofrimento. Em sentido figurado, se poderia dizer que o sofrimento do ser humano é como algo em estado gasoso. Assim como determinada quantidade de gás preenche um espaço oco sempre de modo uniforme e integral, não importando as dimensões desse espaço, o sofrimento ocupa toda a alma da pessoa humana, o consciente humano, seja grande ou pequeno este sofrimento

“Em última análise, viver não significa outra coisa que arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento.”

“A vida no campo de concentração ensejava sem dúvida o rompimento de um abismo nas profundezas extremas do ser humano. Não deveria surpreender-nos o fato de que essas profundezas punham a descoberto simplesmente a natureza humana, o ser humano como ele é – uma liga do bem e do mal! A ruptura que perpassa toda a existência humana e distingue bem e mal alcança mesmo as mais extremas profundezas e se revela até no fundo desse abismo aberto pelo campo de concentração.”

“Uma vez que cada situação na vida representa um desafio para a pessoa e lhe apresenta um problema para resolver, pode-se, a rigor, inventar a questão pelo sentido da vida. Em última análise, a pessoa não deveria perguntar qual o sentido da sua vida, mas antes deve reconhecer que é ela que está sendo indagada. Em suma, cada pessoa é questionada pela vida; e ela somente pode responder à vida respondendo por sua própria vida; à vida ela somente pode responder sendo responsável.”

Na segunda parte do livro o autor descreve de forma mais simples a logoterapia, desenvolvida a partir de sua experiência no campo, comentando que o sentido da vida se modifica mas jamais deixa de existir e pode ser descoberto a partir de 3 coisas, segundo o autor: 1. criando um trabalho ou praticando um ato; 2. experimentando algo ou encontrando alguém; 3. pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável.

Livro curto, você lê em menos de uma hora. Vale o tempo.

Notas de leitura: Em busca de sentido (Viktor E. Frankl)

Durante minha vida li centenas de livros, porém nunca fiz questão em fazer anotações do que lia. Inspirado no trabalho de Derek Sivers que publicou suas notas sobre os livros lidos, a partir de agora vou publicar algumas observações e citações dos livros que ler. Não vou me preocupar em fazer notas de todos os livros daqui pra frente mas daqueles que de certa forma eu recomendaria muitos que outros pessoas também lessem.

Também não vou me restringir a livros técnicos ou de minha área de pesquisa no doutorado ou trabalho, mas sim todos os livros que ler e achar que poderão agregar também a outras pessoas. Não sei a frequência que postarei e se será útil para mais alguém, mas vou tentar sempre colocar aqui no site. Não se trata de um resumo ou resenha e sim minha observação pessoal. Espero que você aproveite :)

Dados do livro

Nome: Em busca de sentido De Viktor E. Frankl ISBN: 8532606261 140 páginas Nota do quanto você deveria ler esse livro (de 1 a 5): 4

O livro é bem interessante, retrata a vida do autor dentro de um campo de concentração. É uma leitura forte, focada na primeira parte na vivência do autor em um lugar que, segundo ele, as chances de vida eram de 1 em 28. Ele explora o sofrimento como elemento de transformação e em busca do sentido.

O confronto diário com as incerteza, morte, fome, desesperança sem uso de clichês ou lugares comuns. O autor não se autovitimiza mas faz uma abordagem analítica incitando a reflexão sobre sua própria existência. Ou seja, ele usa abordagem científica e não se trata de literatura “autoajuda”. O autor cita Dostoiévski, Spinoza e Nietzche em seu relato e faz analogias bem interessantes conversando com esses autores.

Algumas citações que tirei do livro:

“Nosso tempo era tomado por intermináveis discussões sobre a conveniência ou não de se comer aos poucos, ao longo do dia, a minguada ração de pão que, nos últimos tempos, era distribuída apenas uma vez. Havia dois grandes partidos. Uns eram a favor de se comer tudo de uma vez, assim que recebido. Isto teria duas vantagens: deste modo matava-se o pior da fome ao menos uma vez por dia, se bem que por pouco tempo, e em segundo lugar eliminava-se a possibilidade de roubo ou perda da ração por descuido.”

“A vontade de humor - a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada - constitui um truque útil para a arte de viver. A possibilidade de optar por viver a vida como uma arte, mesmo em pleno campo de concentração, é dada pelo fato de a vida ali ser muito rica em contrastes. E efeitos contrastantes, por sua vez, pressupõem certa relatividade de todo sofrimento. Em sentido figurado, se poderia dizer que o sofrimento do ser humano é como algo em estado gasoso. Assim como determinada quantidade de gás preenche um espaço oco sempre de modo uniforme e integral, não importando as dimensões desse espaço, o sofrimento ocupa toda a alma da pessoa humana, o consciente humano, seja grande ou pequeno este sofrimento

“Em última análise, viver não significa outra coisa que arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento.”

“A vida no campo de concentração ensejava sem dúvida o rompimento de um abismo nas profundezas extremas do ser humano. Não deveria surpreender-nos o fato de que essas profundezas punham a descoberto simplesmente a natureza humana, o ser humano como ele é - uma liga do bem e do mal! A ruptura que perpassa toda a existência humana e distingue bem e mal alcança mesmo as mais extremas profundezas e se revela até no fundo desse abismo aberto pelo campo de concentração.”

“Uma vez que cada situação na vida representa um desafio para a pessoa e lhe apresenta um problema para resolver, pode-se, a rigor, inventar a questão pelo sentido da vida. Em última análise, a pessoa não deveria perguntar qual o sentido da sua vida, mas antes deve reconhecer que é ela que está sendo indagada. Em suma, cada pessoa é questionada pela vida; e ela somente pode responder à vida respondendo por sua própria vida; à vida ela somente pode responder sendo responsável.”

Na segunda parte do livro o autor descreve de forma mais simples a logoterapia, desenvolvida a partir de sua experiência no campo, comentando que o sentido da vida se modifica mas jamais deixa de existir e pode ser descoberto a partir de 3 coisas, segundo o autor:

  1. criando um trabalho ou praticando um ato;
  2. experimentando algo ou encontrando alguém;
  3. pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável.

Livro curto, você lê em menos de uma hora. Vale o tempo.

#Leitura

Organizando suas fontes de notícias com RSS e Feedly: Guia Prático

Existe um aplicativo que uso já há alguns anos depois que o fantástico Google Reader foi descontinuado. Trata-se do Feedly, um aplicativo que uso para acompanhar diversas fontes de notícias (sites, blogs, fóruns, etc).

O processo é bastante simples, bastando se cadastrar e começar a adicionar os sites que você acessa com frequência e acompanha. Eu devo ter uns 20 sites no Feedly e posso rapidamente ler os títulos das notícias e abrir aquelas que mais me interessam. Além disso é possível organizar tudo em categorias, tudo isso com a versão gratuita. Não é necessário ser usuário da versão paga :)

No vídeo abaixo explico como criar sua conta e começar a organizar suas fontes de notícias:

Depois que criar sua conta, aproveite e adicione esse site como sua primeira fonte RSS :)

Organizando suas fontes de notícias com RSS e Feedly: Guia Prático

Existe um aplicativo que uso já há alguns anos depois que o fantástico Google Reader foi descontinuado. Trata-se do Feedly, um aplicativo que uso para acompanhar diversas fontes de notícias (sites, blogs, fóruns, etc).

O processo é bastante simples, bastando se cadastrar e começar a adicionar os sites que você acessa com frequência e acompanha. Eu devo ter uns 20 sites no Feedly e posso rapidamente ler os títulos das notícias e abrir aquelas que mais me interessam. Além disso é possível organizar tudo em categorias, tudo isso com a versão gratuita. Não é necessário ser usuário da versão paga :)

No vídeo abaixo explico como criar sua conta e começar a organizar suas fontes de notícias:

Depois que criar sua conta, aproveite e adicione esse site como sua primeira fonte RSS :)

#Youtube

A tecnologia da ofuscação

Nesse artigo do MIT Press (em inglês) o autor defende o uso de de tecnologias de ofuscação como forma de manter a privacidade. Plugins de segurança para os navegadores (além do uso do TOR) são a saída ao invés de simplesmente “opt out”.

“There is no simple solution to the problem of privacy, because privacy itself is a solution to societal challenges that are in constant flux.”

“Não há solução simples para o problema da privacidade, porquê privacidade por si mesma é a solução para os desafios de uma sociedade que está em constante fluxo” (tradução livre)

Artigo aqui

#Blog

Como criar uma macro no Excel para adicionar automaticamente a data de hoje

Eu recebi semana passada uma dúvida de um aluno de nosso curso de Excel sobre como adicionar automaticamente a data na planilha de forma que essa data persistisse.

Ou seja, podemos utilizar uma função de planilha como a =HOJE() ou =AGORA() mas essa função mantém sempre atualizada a data.

Nesse vídeo eu mostro como é possível fazer isso usando Macros no Excel:

Como sei que muita gente aqui usa Excel, resolvi compartilhar. Na descrição do vídeo coloquei, como sempre, o link para download das anotações da aula e também da planilha com a macro pronta.

#Youtube

4 + 1 aplicativos que uso todo dia para trabalhar melhor

4 + 1 aplicativos que uso todo dia para trabalhar melhor

Ou como fazer uso inteligente da tecnologia

Hoje todos estamos expostos a muita informação no trabalho, em nossas vidas pessoais e praticamente a todo o momento. A informação é ubíqua e traz nesse bojo muita desinformação também. Somando a isso as notificações de nossos aparelhos celulares precisamos nos esforçar para conseguirmos ser produtivos.

É claro que aí entra a necessidade de ser seletivo e fazer o uso inteligente de aplicativos disponíveis no seu celular ou web. Eu uso computadores há muitos anos e passei por uma progressão tecnológica de aplicativos que sempre escolhi com o objetivo de tornar a minha vida mais fácil, ser mais produtivo e não me esquecer de pagar aquela conta ou de uma reunião no trabalho. O objetivo é sem dúvida economizar o seu tempo, te permitir focar a energia no que realmente interessa no seu trabalho, vida pessoal ou até mesmo utilizar seu tempo para lazer.

Uma leitora nossa muito feliz com as dicas que descobriu nesse artigo…

O interessante é buscar ferramentas que permitem sincronismo de informações (a.k.a. “nuvem”) para você poder utilizar no celular e também no computador. Vamos comentar sobre alguns aplicativos que uso diariamente e recomendo:

1. Todoist

Nossa, ainda bem que não está mostrando as minhas tarefas pendentes :-|

David Allen, ao tratar da metodologia Getting Things Done (GTD), explica a necessidade de ter uma caixa de entrada para depositar todas suas pendências e coisas a fazer. No livro ele elabora bastante sobre esse tema mas basicamente o conceito é tirar da sua cabeça a preocupação com uma tarefa a ser concluída e colocá-la em um local para depois dar a tratativa correta. Isso pode ser, por exemplo, uma agenda ou bloco de anotações.

Eu uso o Todoist com essa finalidade. É basicamente um aplicativo de lista de coisas a fazer (daí o nome To Do → Todoist) que você pode criar categorias, etiquetas, colocar data para realizar a tarefa, criar projetos, compartilhar, etc.

Como muitos aplicativos o Todoist também segue o modelo Freemium onde te permite utilizar gratuitamente o aplicativo indefinidamente ou optar por uma versão com mais recursos mediante uma assinatura. Custo 29 dólares por ano.

A versão gratuita cumpre o que promete e consegue atender a maior parte dos usuários. Está disponível para iOS e Android e também direto na web.

2. Google Drive

Google Drive. Comece a acumular um monte de arquivo e passe horas organizando :-(

Fui usuário muitos anos do Dropbox, serviço que criou uma tendência de se sincronizar arquivos entre múltiplos dispositivos. O Google, um tempo depois lançou serviço semelhante que além de permitir sincronizar seus arquivos em múltiplas máquinas te possibilita ainda escrever textos e planilhas online com uma suíte própria de aplicativos.

Hoje eu escrevo praticamente todos meus documentos através do Google Drive. A maior parte das planilhas e textos requer o uso baixo de recursos avançados e posso facilmente trabalhar online. Quando tenho que, por exemplo, escrever algo que exija uma configuração mais detalhada de espaçamento, margens, etc ou que utilize recursos avançados utilizo um editor de textos desktop. Mas o Google Drive dá conta do recado quase sempre.

Até mesmo os trabalhos que recebo dos meus alunos são feitos nessa plataforma, faço os comentários de revisão e sugestões usando os recursos do editor de textos online.

Não me preocupo em guardar ou organizar os arquivos localmente, não preciso transportar em pendrives e no meu caso que uso máquinas em casa e no trabalho estou sempre com a última versão e sincronizado. Sem falar que existe um controle de versões e o backup é automático :)

Acesse aqui.

3. Feedly

Tá aí, use na web ou no celular.

O Feedly é um agregador RSS. É um serviço onde podemos inscrever os sites que acessamos com frequência e ele organiza os conteúdos de forma categorizada, facilitando a leitura. Por exemplo, eu acompanho uma dezena de sites de tecnologia, filosofia, dinheiro, etc. Eu pego o endereço desses sites, adiciono ao Feedly e sempre tenho que algum novo artigo é publicado ele aparece na minha lista de leitura.

Além disso posso compartilhar os artigos ou guardar para ler depois. É muito mais rápido acompanhar dessa forma pois abro somente aqueles artigos cujo título me interessa e ao invés de abrir 10 sites diferentes eu preciso de acessar somente 1.

Está disponível para iOS, Android e Web.

4. Keepass

Programa com senha para guardar senhas. Quero.

O Keepass é um repositório de senhas. É um aplicativo que pode ser usado para guardar todas suas senhas e informações importantes de forma segura. Eu guardo por exemplo as chaves de software comprados, senhas, etc. Ele é um software com versões para Linux, Windows, Mac, iOS e Android além de ser software livre, gratuito para usar.

Já utilizei outros serviços mas o fato do Keepass ser gratuito é o diferencial. Veja mais detalhes dele aqui. E pare com esse negócio de ter uma senha só na cabeça.

5. Spotify (menção honrosa)

Daily Mix 1 para trabalhar mais… sério…

Para quem trabalha o dia todo no computador, a música é uma companhia excelente. MP3 é coisa do século passado. Hoje pelo preço de um lanche de padaria você usa um serviço de streaming de músicas podendo achar praticamente qualquer música e de forma instantânea.

Sou usuário do Spotify há anos. Tenho um monte de playlists mas utilizo quase todo dia as Daily Lists de recomendação. O bacana do Spotify é que ele anualmente também te dá uma estatística detalhada do que ouviu no ano e gera uma playlist com suas músicas mais ouvidas também.

Uso diariamente e é sim uma ferramenta de produtividade :)

Bom, essas são algumas sugestões de aplicativos que considero indispensáveis no meu dia a dia e que me ajudam muito com a produtividade além de me tirar algumas preocupações, como não precisar fazer backup das coisas que estão no Google Drive.

O bom que hoje você encontra aplicativos para todos os gostos e bolsos, o mais importante na minha opinião é encontrar a ferramenta que funcione para você e não se torne um peso utilizar. Se para você o bloco de notas funciona bem, salvando e sincronizando seus arquivos continue usando!

Notecase é um gerenciador de notas que você precisa conhecer

Notecase é um gerenciador de notas que você precisa conhecer

Notecase é um gerenciador de notas que você precisa conhecer

Hoje todos nós lidamos com informação o tempo todo e precisamos lidar com essa informação muitas vezes em mais de um dispositivo. É comum as pessoas trabalharem diretamente em mais de um computador (tendo um notebook em casa e o computador do trabalho por exemplo) e precisar ter acesso fácil a informações em todos eles.

Felizmente hoje temos vários serviços que permitem a você armazenar seus arquivos e informações diretamente em servidores na Internet (fale nuvem se você preferir :) ) e automaticamente sincronizá-los em todas as suas máquinas. O Dropbox é um desses serviços e possui clientes para instalação em máquinas Windows, Linux e Macos.

Como eu trabalho com o computador o dia todo eu preciso sempre guardar pedaços de informação como o nome de um livro, trecho de um artigo para ser aproveitado depois, comandos, etc. Até comentei no artigo que esscrevi sobre meu setup que usava o editor de textos Notepad++ para isso. O problema é que o Notepad++ é para Windows. Posso rodar ele no Linux usando algum artifício mas ele acaba sendo um editor de textos.

Para que eu possa organizar melhor essa informação de referência que preciso sempre ter acesso fui pesquisar as alternativas disponíveis a partir de alguns critérios: 1) que o software rodasse multiplataforma, 2) que fosse gratuito (ou tivesse uma versão gratuita) e 3) que fosse seguro.

Acabei encontrando o software NotecasePro que é uma solução desenvolvida pelo programador Miroslav Rajčić e já está disponível em vários idiomas além do inglês (a tradução para português brasileiro foi feita e será também disponibilizada no site). Você pode baixa uma versão gratuita que é mais que suficiente para te ajudar a organizar informação.

Basicamente é um programa que funciona como um organizador de informação pois te permite criar categorias e subcategorias e dentro de cada nó de informação guardar textos, imagens, etc. Eu preciso por exemplo sempre buscar informações ao responder emails. Dessa forma criei uma espécie de repositório onde armazeno esses excertos de textos e tenho acesso mais rápido para responder com mais eficiência emails. Eu optei por salvar dentro de uma pasta do Dropbox para ter acesso das outras máquinas que trabalho.

Através do menu Tools (Ferramentas se estiver usando a versão em português do Brasil) você tem acesso a diversas configurações permitindo, por exemplo, iniciar o programa junto com o computador, configurar formato padrão de datas a serem inseridas no texto, fonte e formatos padrão de gravação.

É possível ainda especificar a quantidade de arquivos de backup a serem armazenados. Eu sempre guardo backups para evitar perda de informação então no meu setup mantenho 10 últimos backups e em um diretório diferente.O arquivo principal mantenho no Dropbox para ser sincronizado com os demais computadores e os arquivos de backup salvo localmente para economizar espaço na nuvem.

Algumas características do NoteCase Pro:

  • Posso salvar os arquivos de forma encriptada com senha para ter privacidade nas anotações.
  • Possui o recurso de contar palavras que é útil quando você tem metas para escrever
  • Divido em infinitas pastas/categorias e subcategorias
  • É possível trabalhar em tela cheia para diminuir distrações
  • Embora não seja um processador de textos completo tem as formatações mais comuns.
  • Possui um sistema de plugins e scripts que te permite automatizar tarefas e usar alguns recursos desenvolvidos por terceiros. Existe já disponível, por exemplo, um plugin para se trabalhar com GTD (Getting Things Done) do David Allen. Ainda não testei.

Já o estou usando há algumas semanas e por enquanto tem servido bem, sendo rápido para abrir, fluído e multiplataforma. Experimente depois em NotecasePro

A Catedral e o Bazar

A Catedral e o Bazar

Um livro bacana que te ajuda ser um programador melhor

Eu gosto de metáforas. Acho interessante a forma como uma boa história pode ensinar coisas mais complexas e como isso facilita a transmissão de ensinamentos. Na verdade se formos analisar os grandes mestres que o mundo já teve sempre ensinavam através de histórias, analogias de coisas comuns para transmitir conhecimento.

Não me lembro ao certo como conheci Eric Raymond. Talvez tenha sido quando me envolvi com Linux e comecei a pesquisar muita coisa sobre a parte técnica e a filosofia do software livre. Dessa forma que acabei conhecendo o livro The Art of Unix Programming. Conhecer a regra da modularidade, da clareza, da simplicidade, etc me ajudou a me tornar um programador melhor mesmo não desenvolvendo diretamente para Unix ou Linux na época.

Também foi nesse livro que conheci os Koans do Mestre Foo. Coincidiu de na época eu estar lendo a respeito dos Koans Zen-budistas e achei fantástico a forma como ele escreveu as historietas do Mestre Foo. O Koan é uma forma de história onde não se pode interpretar/entender o significado somente com a razão. Na verdade não fica tão explícita a ideia em um koan da mesma forma que acontece com as parábolas, por exemplo. Tá, para você entender (ou não entender), esse é um koan:

“Batendo as duas mãos uma na outra, temos um som; qual é o som de uma mão somente?”

Caso você ainda não tenha lido os koans do Mestre Foo, aqui tem quatro deles traduzidos para português. Eu gosto bastante do “Mestre Foo discorre sobre a Interface Gráfica do Usuário”.

A Catedral e o Bazar é um ensaio escrito por Eric Raymond onde ele descreve a diferença entre software livre e software proprietário através da experiência que ele teve na criação de um software de código aberto chamado Fetchmail. A propósito, o livro está disponível gratuitamente e você pode obter uma cópia dele já traduzido para português no site Domínio Público.

A analogia do título vem da comparação que o autor faz entre software proprietário e software livre, sendo o software proprietário/comercial visto como uma catedral de forma imperiosa, incontestável, altiva e do outro lado temos o desenvolvimento bazar. Uma forma legal de você pensar em um bazar são as feiras da idade média onde as pessoas falavam alto, havia trocas, e no meio daquele suposto “caos” havia ordem. Imagine isso em uma comunidade de software livre onde ao invés de termos toda uma metodologia lógica, formal a ser seguida (catedral) temos centenas (e até milhares) de desenvolvedores de diferentes lugares do mundo buscando conversar com o objetivo de ter o software funcionando.

Release early, release often

Outra filosofia bastante difundida por este livro é “Libere cedo, libere frequentemente” onde ele comenta da necessidade de liberação frequente de releases do software para que sejam testados o quanto antes. Isso enfatiza sem dúvida um maior envolvimento entre desenvolvedores, analistas de testes e até mesmo usuários. Se temos versões incrementais menores sempre com envolvimento dos usuários estes irão apontar erros e falhas bem no início do desenvolvimento e acarretará em um menor impacto na correção destas.

Raymnond comenta ainda que “Tratar seus usuários como codesenvolvedores é seu caminho mais fácil para uma melhora do código e depuração eficaz” e dessa forma ao termos versões liberadas cedo e envolvendo os usuários nos protótipos de telas por exemplo faz com que diminuamos a distância da expectativa do usuário com a realidade do software desenvolvido.

Você percebe aí a essência de metodologia ágil? Será que nós enquanto desenvolvedores devemos nos manter em uma sala fechada apenas seguindo o que foi descrito em uma especificação? E se pudéssemos aumentar o envolvimento do usuário e o compromisso deste levando-o a acompanhar as evoluções em uma base semanal ou a cada 3 dias de desenvolvimento? Talvez isso implicaria ainda em termos um compromisso de “desenvolver alguma coisa legal pois tenho que ter algo pra mostrar amanhã para o usuário”. Não que isso dispensaria a especificação e as etapas formais de um desenvolvimento mas talvez dessa maneira possamos trazer o cliente do projeto como um aliado em todo processo.

A metáfora da catedral e o bazar é uma forma interessante de comparar software proprietário com software de código aberto mas nada impede que você que não é um desenvolvedor de software livre aproveite e adapte as lições deste livro.

Acredito que é possível melhorarmos a qualidade do software entregue e diminuir a distância entre o que é esperado com o que foi construído ao seguir alguns preceitos de Raymond. Leia hoje a Catedral e o Bazar, texto curto, pois irá te ajudar a se tornar um profissional e programador melhor.

O Homem Forte e o Afinador de Pianos

O Homem Forte e o Afinador de Pianos

O publicitário Celso Loducca coordena um podcast chamado Quem Somos Nós (http://quemsomosnos.com.br/) onde entrevista (semanalmente, eu acho) pessoas das mais diferentes áreas. O programa do dia 29 de agosto desse ano, por exemplo, foi uma entrevista com o professor Maurício Marsola sobre o pensador Albert Camus (escritor e filósofo). É originalmente um programa da rádio Eldorado FM que você pode conferir também no podcast e recentemente passou também a disponibilizar em vídeos as entrevistas no canal dele no Youtube. O interessante é que no meio das entrevistas, por ser um programa de rádio, ele sempre toca algumas músicas de acordo com o gosto do entrevistado, que sempre faz um comentário.

Achei muito bacana esse podcast pois ele entrevista pessoas que trabalham ou atuam nas mais diferentes áreas. Quando trabalhamos em uma área específica muitas vezes nos fechamos somente para aquele mundo em específico, fazendo uma imersão quase total. Mas se desenvolvermos o hábito em “beber água em outras fontes” buscando outros conhecimentos de áreas diferentes do conhecimento humano acabamos construindo uma visão mais apurada e capaz de enxergar os problemas de outros ângulos. Até mesmo na área de tecnologia se encontra pessoas com formações diversas da área e isso facilita, por exemplo, processo de levantamento de requisitos e o diálogo interáreas dentro das organizações.

Mas voltando ao podcast, um outro episódio interessante que escutei semana passada foi uma entrevista que ele fez com um “afinador de pianos”. Como não sou da área de música nunca tinha parado para pensar na existência de um profissional para afinar pianos (esse programa esta aqui: http://quemsomosnos.com.br/?id=128). A série se chama “profissionais em extinção” e o entrevistado é o afinador de pianos Edson Fernando. O Edson aprendeu a profissão de afinador de pianos com o pai e confessa que hoje as pessoas não se interessam mais por esse ofício pois leva tempo para se aprender a afinar o instrumento musical e não é fácil fazê-lo exigindo um ouvido preparado e treinado. Ele comentou que outras pessoas já tentaram aprender a profissão mas após ficarem um tempo acabam deixando e indo trabalhar em outros lugares, talvez procurando algo mais fácil para se fazer.

A cultura virtual imposta pela tecnologia nos habituou a ter agilidade em tudo que fazemos e exigência de uma fluidez e resposta rápida para nossas ações. Essa nossa “geração Google” exige um tempo de estímulo-resposta muito rápido, basta observar os livros e cursos que prometem lhe ensinar tudo de forma rápida e sem “dor”. E tem coisas que, felizmente, precisamos investir tempo e ter paciência para obter o resultado e colher os frutos do trabalho e do tempo investido. Você pode perceber isso, por exemplo, quando está estudando algo novo pois no início leva muito mais tempo para se assimilar os conceitos e você parece estar batendo em uma parede sólida e que não se abala. Mas aos poucos com a apreensão continuada dos conceitos acaba assimilando com mais facilidade e fica perceptível a evolução.

Olhando o arquivo dos episódios do programa selecionei muita coisa e está na fila para ouvir. Numa das séries antigas tem um programa onde ele conversou com o atleta profissional de Strong Man Marcos Ferrari. O Marcos disse que busca fazer o treino sempre com a mente focada no que está fazendo e que não baseia o seu desempenho comparando com os outros atletas mas sim buscando superar a si mesmo. Ok, isso pode até mesmo parecer uma frase retirada de um slide daquele palestrante-motivacional-empreendedor que foi na sua faculdade ou empresa, mas vamos lá: “Maior do que aquele que venceu a mil homens em batalha é aquele que vence a si mesmo”. Essa frase, que é atribuída a Sidharta Gautama, pode nos levar a refletir sobre a necessidade de buscarmos o autoaperfeiçoamento a cada dia. Essa melhoria inclui crescimento como profissional, claro, mas também nos tornarmos pessoas melhores também nos demais aspectos.

E é aqui que entra a melhoria constante e busca diária. Engraçado como voltamos mais uma vez para a construção de bons hábitos e práticas que com o tempo podem influenciar positivamente nossa vida, assunto que já discutimos aqui mais de uma vez não é mesmo? Não adianta nada você fazer atividade física 6 horas aos sábados mas sim 50 minutos 5 vezes por semana.

Sempre que leio um artigo, um livro ou escuto um podcast enriquecedor como os que citei acima busco extrair pontos positivos. Tem muita coisa que se pode auferir disso tudo mas vamos nos concentrar em duas: 1) Não compare seu trabalho (ou seu salário) com outros profissionais. Ter alguém como modelo de onde se quer chegar é ok, mas a vitória maior é você conhecer suas habilidades e deficiências e buscar superá-las que o retorno é consequência; e 2) Nem tudo se resolve rápido e se aprende rápido somente procurando no Google e lendo na Wikipedia ;-). Tem habilidades que você precisará investir um certo tempo e aprender com os mais velhos e experientes até se tornar autossuficiente.